Hábitos eficazes para alcançar melhores resultados (Parte 2)

Dando continuidade ao post sobre “Hábitos eficazes para alcançar melhores resultados” sobre o livro Hábitos atômicos: um método fácil e comprovado de criar bons hábitos e se livrar dos maus, de James Clear, que nos ensina um método bem pragmático para construir ou aprimorar os bons hábitos e abandonar os maus, tudo com o propósito de alcançar resultados melhores em nossos projetos (clique aqui para ler a primeira parte).

Agora falaremos sobre os 4 passos para a formação de hábitos, segundo o autor.

O ciclo de formação de um hábito não para nunca; está em execução neste exato instante. Há nele, basicamente, duas fases: a do problema, composta do estímulo e do desejo, e a da solução, integrada pela resposta e pela recompensa.

Primeiro, há o estímulo (gatilho), que aciona o cérebro para iniciar um comportamento. Atualmente, passamos a maior parte do tempo experimentando estímulos voltados a recompensas como estabilidade financeira, poder, dinheiro, fama, amizade, amor, satisfação pessoal. É o estímulo que nos indica se estamos perto de uma recompensa, e isso, naturalmente, nos conduz a um desejo.

Os desejos, o segundo passo, são a força motriz de cada hábito. Em regra, não é a ação, em si, que desejamos, e sim a mudança de um estado. Por exemplo, ninguém é motivado a escovar os dentes senão por almejar o resultado desse ato, que é a sensação de boca limpa, não propriamente do ato de escovar os dentes.

O terceiro passo é a resposta, nada além do hábito pretendido posto em prática. Esse hábito pode assumir a forma de pensamento ou de ação. Mas, atenção: se ele é do tipo que requer mais esforço físico ou mental do que você está disposto a doar, provavelmente sua decisão será não executá-lo. A recíproca é verdadeira: quanto menor o esforço, menor a preguiça para agir.

Enfim, no quarto passo temos a recompensa, que, por sua vez, serve para satisfazer e incentivar a repetição. Sabe aquele gostinho de “quero mais”?

Percebe como, sem os três primeiros estágios do ciclo, um comportamento simplesmente não ocorre e, se não estiverem presentes os quatro, ele não é repetido? Quer ver um exemplo bem simples e cotidiano? Quando seu celular anuncia a chegada de uma nova mensagem de texto (estímulo), você se sente compelido a descobrir logo o conteúdo dela (desejo), certo? Ato contínuo, pega o aparelho (resposta) e satisfaz de vez sua curiosidade (recompensa). Acabou? Só até a próxima notificação.

Dando sequência à técnica ensinada por James Clear, agora que conhecemos bem os quatro estágios do ciclo do hábito, temos de transformá-los em uma estrutura prática para criar um bom hábito ou se livrar de um ruim. Entram em ação as quatro Leis da Mudança de Comportamento: tornar o hábito claro, depois torná-lo atraente, em seguida fácil, e, por fim, satisfatório. Se a ideia é o oposto, ou seja, eliminar um hábito indesejável, é só inverter a lógica, tornando o ato invisível, depois desinteressante, em seguida difícil e, finalmente, insatisfatório.

No próximo post falaremos sobre justamente sobre as quatro Leis da Mudança de Comportamento.

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